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I Congresso para a Deficiência

Resumo do I Congress


o para a Deficiência da Associação Rising Child

e homenagem à Presidente da Direção, Andreia Costa


Cai o silêncio nos ombros, e a luz impura até doer.

é urgente o amor

é urgente permanecer”.


Estas foram as palavras cantadas pela Cheila que soaram no início deste Congresso e que deram o mote para este magnífico dia de reflexão.


No início, o silêncio e a luz impura foram preenchidos pelas palavras da nossa Presidente, Com as suas palavras,

aqueceu-nos o coração evocando o Amor e a urgência de nele permanecer.


Neste programa, que quisemos sequencial, ou seja, do universal para o particular, começamos por conhecer o impacto da deficiência em Portugal.


A Dra. Eduarda Saraiva abordou as questões relacionadas com os Balcões de Inclusão e ficámos a saber a que porta devemos bater para nos aconselharmos.


A Dra. Helena Alexandre falou-nos sobre as políticas para a deficiência em Portugal e do futuro, que será próximo, na legislação nacional.


Por último, a Dra. Sofia Bento, do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos deu-nos uma visão agridoce do panorama nacional: somos o país que mais crianças com deficiência tem no ensino regular, mas somos um dos que menos consegue integrar no mercado de trabalho…


Ai, desculpem…escrevi e disse a palavra “integrar”…


Se calhar, sou também eu que tenho de mudar o software na minha cabeça (talvez seja mais difícil do que fazer a transição do Windows 10 para o Windows 11).


Integrar não é incluir, incluir não é integrar: é muito mais do que isso…!


Incluir

- é mais do que um Decreto-Lei

- é mais do que desenhar medidas

- é mais do que debater ideias num congresso como este

- é mais do que ter apenas boa vontade


Incluir é, em primeiro lugar VESTIR A CAMISOLA, vestir esse software e orientar a vida para um objetivo comum.


Incluir é perceber que a pessoa com deficiência não é especial, mas tem as suas particularidades, as suas especificidades e que elas devem ser contempladas em todos os ambientes.


Incluir é juntar esforços, é articular, é personalizar, é interrelação entre organismos, pais, instituições…


Incluir é perceber (ou tentar perceber) como vive uma pessoa com algum tipo de deficiência, é saber que um cão-guia não sabe o caminho para o trabalho do seu dono...



Incluir é ter escolha no desporto, é ter sentido de pertença, é aceitar que todos são únicos, como o Dr. Hugo nos mostrou...


Incluir, durante a pandemia, foi garantir que todos mantiveram o contacto social… Incluir é um processo contínuo…


Incluir é espalhar sorrisos!!!


Agora, deixem-me que releve em particular a conversa que a Cheila teve com estas quatro mães de crianças com necessidades específicas.


Por muito que eu me dedique a tentar compreender o que significa ter um filho com deficiência, nunca vou sabê-lo realmente, se não tiver essa vivência.


Fiquei a conhecer a Andreia Paes de Vasconcellos e o seu Tomás…My Special Baby!! O seu objetivo é que o Tomás seja aceite na sociedade e não sofra preconceito. Seja incluído e autónomo. O Futuro faz-se no presente!


A Joana Morais e Castro, que celebrou as primeiras lágrimas da Juju…A Joana não conhecia a deficiência porque não a via… percebeu que cuidar é um privilégio…!


Conheço bem a Celeste Fial e o caminho que fez desde que teve o Dinis que chegou a estar no infantário com o meu filho Henrique…ainda me lembro da primeira conversa que tivemos ao telefone, quando lhe falei sobre a Associação... A Celeste tem sido, desde então, um braço direito da Associação. Tem dado muito muito mais do que tem recebido e estamos-lhe muito gratos por isso!


A Ana Mascote conheço-a também desde que o Pedro tinha dois meses, tem contribuído com a sua confiança para a nossa própria confiança. A Ana confiou-nos o cuidado do Pedro e mostrou a todos que, com empenho e voluntários dedicados, conseguimos marcar a diferença!


Temos um desafio como comunidade…Temos de dar resposta às crianças e às Famílias para o futuro quando elas não puderem cuidar…!


A Rising Child quer estudar e pensar o futuro destas crianças e destas famílias.


A Rising Child é e quer ser uma Associação presente e ativa na Sociedade, quer marcar a diferença pela positiva, quer envolver os pais e as crianças na sua própria inclusão e quer GRITAR contra as injustiças, as desigualdades e contra aqueles que se acomodam pensando que nada podem fazer.

Por isso, este ano, provámos a todos que conseguíamos angariar mais de cinco mil euros para iniciar o Projeto Cui(Dar), um projeto que visa o descanso dos cuidadores.


Por isso, este ano, provámos a todos que conseguíamos organizar um Congresso em Alenquer, colocando esta pequena Vila Presépio a falar para o Mundo sobre inclusão!


Antes de terminar, permitam-me dirigir uma palavra de agradecimento aos restantes membros da Direção da Associação Rising Child, atuais e anteriores. Nesta equipa temos pessoas muito diferentes com disponibilidade diferente e, até, com pontos de vista diferentes…No entanto, é desta diversidade que nasce a inclusão, a aceitação e a partilha, é desta pluralidade que nascem as soluções.


Quero dar uma palavra a todos os que, com mais ou com menos, vão contribuindo para o dia a dia da Associação: sócios, amigos, voluntários, entidades públicas e privadas.


Agradeço, de uma forma especial, a todos os que tornaram este dia possível!


Termino com uma última palavra para a Andreia Costa, a Presidente desta Associação. A Andreia sonhou esta organização para ir além fronteiras, romper o estigma da deficiência em São Tomé. Queria levar os deficientes, escondidos e estigmatizados, para a escola onde o preconceito as proibia de estar. Apesar desse sonho não ser ainda concretizável, a Andreia soube canalizar o entusiasmo e dedicação para as crianças de Alenquer (e arredores) e para as suas famílias. Fá-lo com o mesmo sentido de missão que o teria feito em São Tomé, fá-lo chorando as dores de crescimento de uma jovem Associação, fá-lo numa explosão de alegria por cada passo concretizado. Fá-lo porque o faz gratuitamente, sem esperar nada em troca, porque acredita que pode fazer a diferença.


Para mim é uma honra poder partilhar este sonho da Andreia e lutar por um mundo mais humano, mais verdadeiro, com mais amor e, portanto, mais inclusivo!


Bem haja Andreia, Viva a Rising Child!


David Lito


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